Trairões do Asfalto

Trairões do Asfalto

16 de dez. de 2010


CANDIDATO A TRAIRÃO

Nosso amigo simpatizante Fernando Cini Freitas, querendo ser um Trairão do Asfalto, se lança em uma jornada pela América do Sul, para poder entender o mundo dos Trairões (viajar de motoca, pensar na vida, nas gatas que se foram e que virão, nos négocios que estão afundando e por ai vai, hehehehehe). Residente em Florianópolis, se lançou numa jornada kamikasi, isso por estar com uma XRE 300, heheheheh, na qual ira percorer 12.000 kms, passando por Argentina, Chile, Bolivia, Peru e Paraguai.

23 de nov. de 2010


E AS RODAS NAO PARAM
DAKAR 2011

Será somente um breve descanço. Após a jornada Tour pela América do Sul, a negrinha e a ruivinha, estão no SPA. Mas não por muito tempo. Dia 02/01/2011 juntamente com mais integrantes e mais algumas primas e irmãs, a curtição será em direção a Argentina e derrepente uma esticatinha pelo Chile. Novamente pelo terceiro ano consecutivo integrantes dos Trairões juntamente com mais amigos motoqueirossss, saem para encontrar a caravana Rally Dakar. O Ramiro e a falcon vovozinha juntamente que imagino com o Mauricio Finger e sua Fazer 600 vão encontrar a caravana em Buenos Aires para assistir o acampamento e a largada promocional, fazendo a viagem de Cruz Alta até Colonia do Sacramento e atravessando o Rio da Prata para Buenos Aires, com saida de Cruz Alta pelo dia 26/12. Outra parte da caravana sai dia 01/01, o João com a ruivinha e o Culau com a CB400, em direção a Salta na Argentina para pegar a 3° etapa, e dia 02/01 sai o Bulé, o chico com a maninha mais nova das XT, e eu com a negrinha. Esperamos pegar a 3° etapa que sai de San Miguel de Tucuman e termina em San Salvador de Jujuy com um trecho de 752 km sendo 521 km de especial, a qual queremos assistir na metade do caminho na cidade de Salta. Após conforme pretendemos dar uma esticadinha a San Pedro de Atacama no Chile e voltar para casa. 



10 de nov. de 2010


MALEZA, PERDIDAS, QUEDAS, CHACO E MUAMBAS

A parada em Oruro foi providencial para decidirmos o caminho para descer para o Sul da Bolivia e entrar no Paraguai, já que tinha mos decidido que nao iriamos mais entrar por Corumbá e sim por Foz do Iguaçu. Conversas daqui e dali, decidimos que o caminho seria por Potosí, Sucre e dai estrada de chao ate chegar em Ipati. Porem nossas informaçoes é que o caminho estava muito bom e entao decidimos que iriamos por ai. Porem a cidade ficou marcada para nós. Saímos a noite para jantar um pollo a la parilla com batatas,  arroz e salada, para variar o cardapio, o pollo era na parilla, muito delicioso por sinal, mas ao amanhecer para a saída em direçao a Potosi, o bicho tava trancado na boca do estomago dos dois pilotos, Mesmo na maleza saimos na pilotagem, sempre no altiplano com um pouco de frio e nada de vegetaçao chegamos antes do meio dia a Potosi, entramos na cidade para dar uma olhada e tentar encontrar o cerro rico que é uma montanha de prata, mas nao encontramos e voltamos para estrada  em direçao a Sucre, ainda subindo um pouco no resto de cordilheira que tem para esse lado da Bolivia, Me distanciei um pouco do joao na frente pois ficou tirando umas fotos e outras paradas, e perto das 12 parei para tomar uma coca e comer bolachas agua e sal , ja que o bicho ainda estava intalado com penas e tudo eu acho. Deixei a motoca a vista e entrei para o WC, nesse momento o joao passa nao encherga e mete o pau, saio fico esperando e nada, 1 hora depois decidi voltar pois devia estar com problemas, perguntei para todos os que via na estrada e ninguem tinha visto motoca nenhuma, voltei ate Potosi novamente 80 km para tras e nada, e com a maleza no corpo instalada, mas decidi ir para Sucre novamente já que imaginei que tinha cruzado e nao me visto. Chegando por lá o homem nao estava tambem, e como o estado do corpo estava deploravel me instalei em um hotel no centro, fui na internet, e email para ele me ligar e me fui dormir e tentar melhorar. Pelas 20 hs da noite ele me liga que esta numa cidade chamada Padilha a uns 170 km para frente, beleza tudo bem nos localizamos. Fui dormir e na madruga tive que expulsar o bicho por cima mesmo, e a coisa ficando mais feia, dieta de bolacha e coca, e o joao expulsando por baixo e nada de dieta, hehehehe. Com o joao esperando em Padilha, acordei meia boca e meti o pau, porem esse era o trecho de chao que decidimos fazer, já que a estrada da morte nao nos impresionou muito. Os primeiros 70 km de asfalto beleza estrada nova de concreto, porem ela termina por ai e já pega o chao com pedras, sobe montanhas, desce as montanhas, passa riacho e mais 100 km chego em padilha e nos encontramos. Saimos dai as 10 da manha e faltando ainda 240 km de chao e segundo os caras, os 140 ate Monteagudo tava brabo e realmente era brabo, logo nos primeiros 20 km numa indecisao de um casal de ovelhas na estrada, vai, nao vai, uma delas veio, livrei a roda dianteira e a bicha entrou por baixo do motor e roda traseira, sai corcoviando, patiando a motoca mas me livrei do tombo, porem a coitada segundo o joao que passou depois estava estendida, nao parei para olhar pois nao podia fazer nada mesmo. Ja no km 40 foi a vez do joao, mas com mae e filhotes porcos, e ele muito bondozo nao quis cruzar por cima e ocorreu o que nao deveria,,,Tombao deitou o cabelo bem direitinho e ali ficou pois eu estava na frente e um de bike ajudou ele levantar a mimosa que se lezionou bastante. Com o piloto nada. Beleza pau nelas e completamos esse percurso as 5 da tarde, tamanho era a brutalidade da coisa e nao sei como que elas nao se desmancharam de tanta paulada em pedras e etc...realmente sao para essa lida. Acabamos por dormir em Camiri, primeira cidade que foi encontrado poços de petroleo na Bolivia e já dentro do Chaco boliviano. Decididos a sair da Bolivia e ingressar no Paraguai a missao do outro dia foi pouco produtiva, pois chegamos moidos e debilitados e acabamos acordando as 08 da manha porem revitalizados, e com a bençao de que entrou uma frente fria da argentina e o chaco estava com temperaturas de 25 graus, passando por Villamontes e enchendo os tanques e mais um plus nos de reserva, pois gasolina so dentro do Paraguai em Mariscal, mais o menos. A estrada ate a fronteira com o Paraguai, saindo de Villamontes e passando por Ibibobo, tem 110 km, sendo que de motoca da para ir pelo asfalto todo o tempo, porem fazendo algumas peripecias para uns desvios, pois a estrada nao esta com todas as capas de asfalto prontas e tem muitos troncos e terras interrompendo o trajeto. Na fronteira entrega tudo os papeis da Bolivia e faz a saida, mas do Paraguai somente em Mariscal a 220 km dali, sendo assim estas fantasmas nesse periodo, heheheheh. Nessas peripecias mais uma queda do joao e sua mimosa, mas sem danos, heheheheh. Com a papelada pronta em Mariscal, bem rapido e o pessoal muito tranquilo, nos mandamos dormir em Filadelphia e com o chaco ainda nos abençoando com as temperaturas amenas. De manha cedinho com os pilotos bem recuperados e as maquinas tambem o pau pegou rasgando o Paraguai com estrada boas e umas dicas para desviar o transito de Assuncion fizemos uma boa km e chegamos a meia tarde em Ciudad del Este, e estamos com o planejamento pronto para amanha trocar mais um pneu traseiro da minha motoca, ja que o Dunlop, ja foi sucesso tambem, e providenciar umas muambas. E por aqui nos despedimos e voltamos a nos encontrar somente em Cruz Alta, pois dia 12 cedinho saio em direçao a Curitiba por compromissos e o Joao esta decidindo descer pela Argentina e entrar ja para o Rio Grande, ou ir até a fronteira com o Uruguai e entrar por baixo por Rivera para completar os 9 países da America do Sul. E assim entao nos vemos em Cruz Alta depois do dia 16 para consideraçoes finais.

Oruro - Sucre   481 Kms
Perdidas           160 kms
Sucre - Camiri  443 Kms
Camiri - Filadelphia 607 Kms
Filadelphia - Ciudad del Este 766 Kms

Total Kms 18294 Kms

6 de nov. de 2010


LAGO TITICACA E ESTRADA DA MORTE

Com a mimosa de pneu novo (pirelli scorpion e corrente DID japan de competicao), largamos cedo em direcao a Puno, tempo aberto, com muito sol, porem frio, pois estamos entre 3800 mts as vezes passando por 5040 mts, mas a viagem com tudo em ordem foi uma beleza, no entanto que perto de Puno em Juliaca chegamos as 10 e pouco. A cidade uma confusao jamais vista, motos, bicilcetas, muambas para todos os lados. Ao cruzar pela cidade encontramos uma agencia Yamaha, e decidimos trocar as pastilhas de freios traseiras, que nao existiam mais, porem como isso aqui é raro, o mecanico tirou e mandou vulcanizar as mesmas, ficamos por ai e almocamos ate ficar pronto o servico e tambem trocamos oleo e deixamos as mimosas zeradas novamente. Na meia tarde chegamos por Puno. Nos hospedamos perto do porto e saimos desbravar a cidade, primeiro de mototaxi (tuc tuc) que o joao queria andar e depois de bike que carrega dois na frente tipo na india, hehehehe, muito legal. Agendamos nosso passeio e na manha seguinte um taxi veio nos buscar. Chegamos no porto e de barco a 15 por hora fomos lago a dentro para visitar as ilhas flutuantes de Uros, que sao feitas de Junco ou como eles chamam aqui (totora), nesse dia 05 é comemorado na cidade a cerimonia do Manko Kapac e da Mana Ollo, que foi o casal Inca, o qual o Deus Sol criou para dar origem a civilizaçao Chechua, (essa a lenda dos Incas), Desde ai entao eles surgiram na ilha do Sol no meio do lago titicaca, e dai sairam nos barcos de totora para a terra firme em direcçao a Cuzco para dai sim formar o império Inca, E nesse dia tem toda a cerimonia com pessoas representando todo o processo desde essa ilha ate a terra firme, o qual cruzamos por eles com nosso barco, muito interessante ( viagem de moto tambem é cultura). Na ilhas de capim, obtivemos uma aula do guia, de como sao feitas e etc, na volta pegamos as motocas, almoçamos o tradicional pollo, salada e papas fritas, e pau nas magrelas para fazer a fronteira por copacabana, Na fronteira, só nos, muito rapido a saida do Peru, mas os policias tentiaram uns pilas para reformar a sede deles, mas nao levaram, hehehehe. Na bolivia, muito simpaticos e rapidos, tudo pronto, muda fuso e acresce uma hora a mais e decidimos por ficar em Copacabana, hotel 4 estrelas de frente para o mar, opa para o lago titicaca (o lago mais extenso e alto navegavel no mundo). Conhecemos ai dois casais um da belgica e outro da alemanha que estao viagem de Motorhome tipo as Van, e estao fazendo toda panamericana e depois vao deixar as vans no uruguai para ano que vem voltarem e fazer Brasil, vao passar por Cruz Alta. Depois do mega cafe primeiro na viagem incluso na diaria, heheheh, metemos pau até La Paz, passamos pelo estreito de Tikina pelas balsas e pau nas magrelas, as 11:00 ja tinha-mos passado o caus de La Paz e almoçamos sentados na estrada um frango frito com batatas ao vapor com casca tudo dentro de uma sacola plastica, hehehehe. Após subimos mais um pouco a cordilheira e descemos em direçao a difamada estrada da morte. Entramos na mesma, rodamos uns 15 kms e da morte nao tem nada, muito papo dessa estrada e pouca açao, da morte é sim a do canion del pato e para subir para portachuelo, isso sim é da morte. Descemos mais uns Kms e decidimos subir tudo novamente por ela mesmo para ver se tinha mais emocçao, e nada, chegamos no aslfalto e pau em direçao a Oruro, estrada boa, muito vento, polvadera de apá e nada de vegetaçao. E por aqui nos quedamos.

Cuzco - Puno 396 kms
Puno - Copacabana (Bolivia) 155 kms
Copacabana - Oruro 586 Kms

Total 15837 Kms

3 de nov. de 2010


LINEAS DE NAZCA Y IMPERIO INCA

Como estamos um pouco adiantados no planejamento, resolvemos dar uma esticatinha pela noite em ICA, tomamos umas cevas a mais e acabamos por dormir meio tarde, por consequencia acordamos as 08:00 somente. Recolhe equipamentos monta as motocas e na saida da cidade fomos em direcao ao Oasis que esta perto da cidade, por sinal o unico nas Americas. Esta a uns 5 km da cidade e realmente é bonito, dunas enormes de areia e numa baixada no meio do nada esta este lago, com muita vegetaçao em sua volta, e por sinal tambem um requintado complexo turistico, vale a pena dar um tempo ai de uns dois dias, para refrescar a cuca. Uma apertada nos aceleradores mas nao muito por que a XT do joao esta com problemas na corrente e dai a coisa ta feia, mas conseguimos chegar em nazca antes do meio dia ainda, Contratmos o voo, caro para caralho, quase desistimos, mas como fomos ai só para olhar as famosas linhas, metemos bronca, mas nos tomaram U$ 90.00 por 40 minutos desde a decolagem ate a aterissagem do passaro, heheheh. E para falar a verdade o negocio para nos foi decepcionante, esperavamos uma coisa mais monstruosa, com relaçao a tamanhos, mas nao podemos desmerecer, por que pela epoca  em que foram feitos e da forma a coisa é muito louka mesmo. Nao podemos deixar de relatar que encontramos dois americanos viajando em duas Kawa KLR, na real desde que entramos no Peru na fronteira com o Ecuador sabiamos que na nossa frente estavam eles dois, pois o policial aduaneiro do Peru nos comentou. Mas por fim estavamos almoçando no centro de Nazca e os dois viram as motocas estacionaram e almoçamos juntos. Nos despedimos e fomos fazer o voo que comecou as 14:30 e os gringos partiram em direçao a Cusco. Encerrados os trabalhos das linhas de Nazca partimos em direçao a Cusco tambem, porem ja sabiamos que iriamos somente ate Puquio, chegamos por la de noite, a estrada sob os andes com curvas que chega a dar nojo, ainda bem que muito sinalizada, ate por que o joao nao encherga de noite, hehehehe. Nos hospedamos e fomos jantar e encontramos nossos amigos gringos novamente, estamos no mesmo caminho, mas nos encontramos somente nas cidades. No intuito de chegar ainda pela manha em Cuzco por termos adiantado um pouco no dia anterior, metemos roupas de frio, lavamos a corrente do joao com oleo diesel novamente, e mandamos braza, porem a viagem foi um martirio, sob e desce os andes, tira e coloca roupas de frio, paramos 2x para abastecer e mais duas para lavar a corrente do joao e lubrificar com spray, sem falar que nao podia acelerar, e quase chegando em Cuzco chuva  de pedras e depois chuvas normal, mas conpensou pelas paisagens e pelas manadas de Alpacas soltas pelos campos. Mas enfim chegamos de arrasto mas aqui estamos, tentamos encontrar o hotel indicado pelo Matheus, mas o mapa da mina esta mal e nem os policias encontraram, mas tudo bem achamos um bom na praça Sao Francisco com otimos precos. Na mesma noite ja saimos e reconhecemos todo o entorno, heheheh, conhecemos a Ruti, uma agente de turimo, muito atenciosa por sinal. (http://www.inkaquest.com/) a qual nos vendeu o passeio para o  Vale sagrado dos Incas e o passeio no Titicaca, bem como se propos a nos guiar-nos pela cidade apé no outro dia pela manha para mostrar os pontos importantes e construçoes Incas e sua  real história. Fizemos um passeio/aula de 3 horas e agora sabemos tudo desses povos daqui, hehehehe. Mas essa história so pode ser repassada com um bom churrasco e cerveja, sao informaçoes dificeis de serem encontradas, hehehehe. Até por que para quem acha que Machu Picho é o auge,,ta muito engando é apenas um lugar que è vendido mundialmente, e a real história e lugares estao em Cuzco e seus arredores como Pizaq e Ollantaytambo. Na mesma tarde achamos uma agenica da Honda e mandamos a mimosa do Joao para trocar a corrente e ganhar uma llanta traseira nova. Mais uma banda pelo centro historico e comprar alguns souvenirs e para cama, para ao amanhecer sair de Bus para o passeio pelo Vale Sagrado dos Inkas, Passeio de dia inteiro e conhecer sitios historicos muito mais importantes na historia, como Pizaq que era uma cidade Inka nas montanhas com 4 bairros e dedicada a agricultura, Ollantaytambo, outra cidade que mantem 70% das casas ainda em construçoes Inkas e dedicada a astronomia, e mais alguns povoados. Chegamos na noite em Cuzco, ligamos para Honda e fomos buscar a motoca do joao, ficou bonitinha e amanha cedo em direçao a Puno. 
Ica - Nazca  170 Kms
Nazca - Puquio 155 km
Puquio - Cuzco 475 Km

Total 14700 Kms

30 de out. de 2010

CANION DEL PATO - CORDILLERA BLANCA Y NEGRA

Depois de vistar Chan Chan e os cavallitos de totora, resolvemos dormir alem de trujillo, um povoado pequeno mas perto da entrada para subir a cordilheira negra pelo chao passando pelo canion del pato. Como de praxe saimos cedinho e pela panamerica fomos em frente tentando encontrar a entrada, nao tem placas nem nada, e ruim de achar. Erra um pouco, passa pergunta e enfim encontra. Ai ja comeca o chaozinho bommm, logo a uns 10 km parei para filmar o joao vindo e a mimoza tamanha a beleza foi ao solo para contemplar essa magnifica paisagem do deserto e da cordilheira negra. Espera o joao chegar pergunta para ela, quer se levantar ou nao. Pois bem ela quis e continuamos a viagem, Sobe um pouco desce e comeca a entra pelo Canion del Pato. Sao uns 150 kms, de chao as vezes mais o menos, as vezes brabos e com pedras a fu, e 32 tuneis encravados e esculpidos nas rochas, a coisa e loka. Depois de cruzar o canion, comeca a subida pelo chao mais ingreme para enfim cruzar a cordilheira negra e entrar no vale entre as duas cordilheias, mas isso a 2800 mts. Chegamos cedo e ficamos por Cazar, daonde pode-se subir para os passeios. Na mesma tarde subimos a cordilheira para ver a lagoa Paron, 31 km de chao bruto para subir e os mesmos para descer, e tem que ir com as motocas peladas de babagem. Na manha seguinte fomos a outro passeio para ver as logoas de Llanganuco e para ir ate aos 4500 mts para cruzar para o outro lado da cordilheira no passo Portachuelo. A vista la de cima com as lagoas mais abaixo e sem explicacao, Tamanha a reverencia que a querida do joao se estendeu sozinha  para comtemplar tamanha natureza, porem se machucou um pouco, mas sem problemas. A subida e braba tambem pior que a outra e sober 47 kms e depois desce tudo isso. Feito os tours, almocamos no nosso hotel uma truta e partimos para adiantar um pouco o caminho para ficar mais perto de Nazca. No caminho entre as cordilheias pelos campos parecidos com pampas, a estrada corta as duas cordilheiras,,,e pode se ver a branca do lado esquerdo toda nevada e a negra do direito pelada de vegetacao. A estrada logo apois Huaraz esta em obras em varios km, e a empreitada que esta reformando toda atravessada, numa dessas liberadas de via pelos funcionarios, saimos com as motocas e estamos fazendo uma curva nas britas e vem na contra mao um caminhao da mesma empretira acelerando tudo e tivemos que sair para as valetas. O joao se deu bem so atolou nas britas, a minha motoca enterrou a dianteira e pealo com o piloto. Danos materias poucos, espelho quebrado, e perna esquerda apertada contra a motoca e presa, sem maiores problemas. Levanta a negrinha,,e vamos embora. Fez isso porque viu que estavamos indo embora dessas magnificas paisagens, hehehehe. Acamos por dormir em Patiavilca, que esta logo que entra novamente na Panamericana. Queriamos dormir ja em Nazca, porem nosso dia comecou complicado. Logo nos primeiros 10 km, fomos parados pela policia, isso ja deve ter sido a vigesima vez aqui no Peru, so que desta vez tivemos que marchar com R$ 30.00 de bola, papinho que nem dos argentinos, passaram na faixa dupla, os documentos vao para embaixada, enfim todo aquele papo furado desses FDP da policia. Depenado esse problema a estrada compensa, esta toda duplicada a uns 200 antes de lima e uns 150 apos, passamos por Lima pela manha ainda com exito, sem errar caminho, tamanha o caus que e o transito dessa cidade. Porem logo ao meio dia a corrente da mimosa do joao comecou a incomodar, nao esta lubrificando mais e esta ficando duro os elos, vamos ter problemas. Paramos num lugarejo chamado Sao Vicente, em uma oficina para tentar lavar, porem so com gasolina, Mais um espelho na minha XT e seguimos caminho, a corrente melhorou, mas o seu destino e o fim, hehehehe, quando nao sei. Por fim chegamos meia tarde em ICA e por aqui decidimos ficar.

Trujillo - Caraz  226 kms
Caraz - Patiavilca 406 kms
Patiavilca - Ica 568 Kms

Total 13900 kms

27 de out. de 2010


ANDES ECUATORIANOS, CHAN CHAN E CAVALLITOS DE TOTORA

Por la Panamericana Sur, acompanhados de carro por nossos amigos Maria Belen, e Gabriel, (gracias por todo, son hermanos del corazon) fomos conduzidos pelos mesmos ate a saida de Quito, que e uma confusao do cao. Fizemos as despedidas de prache e ja com todas as roupas de frio seguimos viagem em direcao ao Sul do Ecuador. Com estradas maravilhosas e paisagens magnificas depois de uns 80 km, chegamos ao Parque Nacional Cotopaxi. Entramos estrada de chao a dentro para chegar mais perto desse magnifico vulcao que pode se avistar de muito longe, o qual esta tapadinho de neve devido a grande altitude 5400 mts. Feitas as fotos e gravado na memoria, pau nas magrelas e sempre viajando entre 2500 e 3400 mts, frio, curvas e mais curvas, sobe e desce chegamos logo apos ao meio dia em Cuenca. Fomos recomendados pelo Gabriel a ficar por ai, pela cidade bonita e tambem para nos hospedar nas cabanas de Narancay, bem como conhecer o Hector, um argentino que tem um restaurante ai nessas cabanas de parilla argentina. E mais por que o tipo e meio loko, gosta de viagens, sobre tudo a cavalo, meteu argentina - Nova York a cavalo em 3 anos e meio, esse sim tem tres bolas hehehehehe. Jantamos uma bela picanha a estilo argentino regados a ceva. Cedito da manha pau nas magrelas para passar por Loja e enfim Macara, fronteira com o Peru. Ate  a fronteira com Peru sempre por cima dos Andes, e uma vista sem explicacoes, com clima ameno, sol, bom para viajar, e vistas das montanhas, com plantacoes dos campesinos ecuatorianos. Ja para cruzar para o Peru baixa tudo as montanhas de uma so vez e o calor torna se novamente daquele jeito. Ao passar para o lado Peruano, nota se a diferenca de cultura nos primeiros 100 mts, estrada boas, muitas fazendas frutiferas nesse norte, muito arido porem com irrigacao, mas a sujeira impera, bem como as tuc tuc (moto taxi aqui). Nosso destino para pouso somente, Piura. Sempre sentido Panamericana Sul, o dia foi dedicado pela manha a percorrer os 430 km de estradas boas porem com areia de paisagens dois lados, as vezes com algumas plantacoes irrigadas, e pela manha ainda destino Trujillo, Turismo nas ruinas de Chan Chan, do povo Chimu da era pre colombiana. Cidade essa considerada a maior construcao de barro do planeta. Povo esse  mais antigo que os incas, e que foram conquistados pelos mesmos. Sua fortaleza esta construida perto do mar, a coisa é meio louca, e estao restaurando tudo, e muitos turistas, o negocio é legal. Após esse passeio fomos a Huanchaco, pertinho uns 10 kms e esta sim esta com vista para o pacifico. Parabens a essa cidade, esta muito limpa, ao contrario do restante que vimos entre cidades e estradas com muito lixo espalhados. Nessa praia fomos ver os nativos, os quais usam os famosos cavallitos de totora, é uma especie de embarcacao para uma so pessoa feita com o capim que provem do titicaca, e dizem os historiadores que a partir deles surgiu o surf. Um bolso almoco (ceviche , peixe cru com molho de limao e apos um bom peixe gratinado), tudo a beria do pacifico, praia muito bonita. Com tempo ainda, resolvemos andar um pouquinho mais, para fugir da cidade grande e ficar mais perto da entrada para curtir um chao amanha para a subida do canion del pato.

Quito - Cuenca 480 kms
Cuenca - Piura (Peru) 580 Kms
Piura - Trujillo 590 Kms

Total 12700 Kms

24 de out. de 2010

LAS LAJAS, MITAD DEL MUNDO, QUITO

A chegada em Popayan foi cedo da tarde, providencial para poder curtir a cidade e sobre tudo o centro histórico aonde seus prédios sao todos brancos. Na manha seguinte o objetivo seria Quito no Ecuador. Popayan esta no pé das montanhas ou melhor da cordilheira dos Andes. Na saida da cidade depois de uma meia hora de viagem ja comecamos a subir e desde ai nao descemos mais, alternando akltitudes entre 1500 mts a 2500 mts, novamente tivemos que puchar todo o aparato de frio. Perto da cidade de pasto paramos para abastecer e apreciamos na nossa frente um bonito vulcao chamado Galenas.  Um pouco antes da fronteira com o Ecuador fizemos uma parada providencial na cidade de Ipiales para descer um pouco a montanha e conhecer a Catedral de Las Lajas, que segundo eles é a mais bonita da America do Sul, mas isso deixamos para outra discussao. No estacionamento para descer a pé ate o vale encontramos senao a primeira mas a segunda motoca de um viajante, uma KTM 640 LC com placa da colombia, porem comprada por um casal de franceses, os quais batemos um papo e estavam descendo ate o Chile. A saida da Colombia tranquilissima, nos tramites de papeis, a mesma coisa no Ecuador, porem com um pouco mais de demora. Saindo da fronteira rumo a Quito alem do frio da cordilheira, nos acompanhou ate a chegada uma chuva, a dias nao a pegavamos, hehehehehe. A uns 50 Km de Quito fizemos a parada no sitio aonde esta realmente o marco 00, 00, 00 da metade do mundo, algumas fotos e pau nas magrelas para chegar no nosso amigo gabriel, por sorte ou competencia e sei la derrepente por lembrar um pouco acertamos na veia para chegar em seu predio e o mesmo estava na sacada de seu ap nos esperando. A estada em Quito, maravilhosa, ainda mais parando no apé do Gabriel e Belen, sem gastar nada e com os mesmos de guias turisticos pela cidade e seu ponto turisticos. Subimos de teleferico para o vulcao Pichincha, passeamos pelo centro històrico lindissimo, o mais bonito da America do Sul,  e tambem fomos  a  outra metade do mundo, a  feita para os  turistas, porem a mesma esta 200 mts errada, hehehehehe, mas  isso so poucos  sabem.  Nossa estada aqui regada a assados no restaura chamando Patagonia, de um argentino amigo de gabriel, ótimas carnes e ceva barata. Sempre providencial assim uma estada de mais dias, para recarregar baterias e arrumar algumas coisas, tipo pneuns novos DUNLOP, traseiro e dianteiros por U$ 180,00 os dois colocados na agencia da Kawazaki, os quais  muito gente boa. Largando amanha cedo para Cuenca ainda no ecuador com derrepente uma parada no parque Cotopaxi para visitar o vulcao.

Popayan   Quito  662 Kms

Total 11050 Kms

20 de out. de 2010

Vales e Montanhas

Nossa estada em Cartagena foi de bom proveito, tours a mil e a noite uma volta de CHIVA (onibus tipico colombiano), mas esta para os turistas com musicos, bebidas e depois uma rumbia. Porem nos estendemos um pouco mais do alem.......e no outro dia acordamos so as 07:00 meio turbos (muito ronnnn na cabeca). Só sabiamos que a saida era em direcao a Medelin, e para nossa sorte uma chuvinha de verao nos acompanhava. No nosso encontro em uma outra noite anterior que encontramos um colombiano e ficamos de passar para dormir em sua fazenda, na mesma direcao porem na metade do caminho entre Cartagena e Medellin, num lugarejo chamado BuenaVista. Assim o fizemos chegamos perto do meio dia no lugarejo e ligamos para o cara, esperamos umas 02 horas, eramos a atracao do povoado, ganhamos bebidas e comidas de graca, heheheheh. Mas o cara nao vinha nunca e falamos com o pessoal e a fazenda dele era 30 km de chao e tinha muita lama, resolvemos deixar um recado para ele e picamos a mula, heheheheh, acabamos por dormir em Caucasia. Aproveitamos e sangramos as nossas companheiras, e adicionamos sangue novo nelas. Com esse regalo e aliado as belas paisagnes das montanhas e vales aqui na Colombia, elas ate pararam de reclamar e estao se comportanto bem. Dormimos como reis, e ja adotamos novamente a rotina de acordar cedinho para chegar cedo, e nesse sentido mandamos braza em direcao a Medelin, mas o sobe e desce das montanhas, apesar de usar toda a banda dos pneus, o negocio nao rende, e depois de deixarmos Medelin perto do meio dia, subimos mais um pouco em direcao a Manizales aonde esta a regiao cafeteira do país, ou melhor os seu cafezais nas montanhas. Tentamos chegar cedo para visitar o nevado del ruiz, um vulcao que esta a 5400 mts porem ele fecha as 14:00 o parque e nao chegamos a tempo, so o avistamos da cidade com seu pico nevado. Quase na chegada, fomos abordados pela policia com radar, nos pegou so a 100 km, e metemos um migue e ficamos falando da viagem e nao rolou multa, heheheheh. Manizales esta encravada nas montanhas, as suas ruas é um sobe e desce que ta loco, mas ja nota-se a diferenca de quem vive nas alturas, clima ameno e um pouco de frio, bonitas, arrumadas e etc....Na mesma estrategia saimos cedinho e dai desce as montanhas e chega em um vale, o vale del Cauca, que esta perto de Cali, ali pode-se ver as imensas plantacoes de canas de acucar, milho e algodao, tudo que tem de area para plantar tem alguma coisa, e nas montanhas, senao é cafe é vaca de leite trepadas, heheheheh. Estamos rumando para o Sul do País e a parada foi em Popayan, denominada a cidade branca.

Cartagena - Caucasia 380 Kms
Caucasia - Manizales  548 Kms
Manizales - Popayan  382 Kms

Total 10388 Kms

17 de out. de 2010


DA ÁGUA SUJA PARA O VINHO DE GARRAFAO

Depois da estada na cidade de Mérida, a mais bonita, elegante e tudo da Venezuela, partimos rumo a Maracaibo (a segunda maior do país), Após alguns km descendo as montanhas comecou verdadeiramente o caus. Um transito de carros velhos incrivel, tivemos que adotar a pratica de subir em calcadas, ultrapassar pela direita, coisa de loko. Na chegada em Maracaibo, cruzasse a ponte sobre o lago com mesmo nome, ponte essa com uns 10 km de distancia. Chegamos perto das 11:30 e fomos para um centro comercial para ligar para a Sra Yulai conforme combinado, a qual conhecemos ela, seus filhos e outra familia durante o passeio no salto angel. De pronto mandou nos buscar, o seu filho mais novo e já fomos para um parque aquatico (chique do urtimo), passamos a tarde na agua regados a cerveja, hehehehe. A tardinha veio ao nosso encontro todo o pessoal que conhecemos no salto. Saimos para fazer um tour pela cidade para conhecer o centro histórico e mais uns pontos turisticos. Jantamos Patacones com todo ( mais o menos um hamburguer so que em vez de pao, é platano em cima e em baixo, muito bom por sinal. Posamos na casa da Sra Yulai (muito obrigado a familia Batista e Soto, pela recepcao e passeios e nao nos deixar pagar nada, hehehehe). Na manha nao muito cedo por que nao queriamos acordar a familia para sair, deixamos Maracaibo em direcao a Maicao (fronteira com a Colombia), anda-se uns 150 km antes de chegar na fronteira, e a coisa é precaria total,  Na saida, do país do chapolin , ainda tivemos que pagar U$ 20.00 para sair, heheheheh, mas tudo bem, ganhamos gasolina de graca o tempo todo, e sem falar que a Aduana estava fechada, ai tivemos que jogar por baixo da porta os papeis da motos para eles darem baixa, se nao o fizerem azar deles, e que nos cobrem a multa por isso em Cruz Alta, hehehehehe. A papelada na entrada da Colombia, beleza pura de fazer e muito rapida, muito atenciosos, so que agora tem que pagar um seguro da moto contra terceiros, que antes nao era necessario, mas tudo bem. A coisa muda ja no primeiro km, estradas largas, limpas, sem carrocas 8 cilindros andando, e por ai vai. Só nao é a mudanca para o vinho de garrafa normal, por que como a gasolina passa a custar R$ 2.20, em vez de oitao tem moto, mas moto, e mais motos, tudo da marca Bajaj, A quantidade de motos é absurda, tipo formiga, saem de todos os cantos, hehehehehe. Acabamos por chegar em Cartagena de las Indias, a tarde, nos hospedamos na beira mar, mas em um hotel meia boca, hehehehe, a coisa aqui agora passa a ser como no Brasil os precos. Na noite demos uma banda na fortaleza do centro historico, o negocio é show de bola, Como aqui a cultura muda em relacao aos nossos vizinhos de cima, as motocas chamam atencao, das pessoas que gostam. Fomos abordados por um Colombiano que mora perto de Medelin, e ja fomos convidados para dormir na sua fazenda e comer um assado, isso na segunda feira, vamos ter que ir, hehehehehe. Hoje vamos ficar por aqui, o Joao foi passear de barco e mergulhar, eu fiquei pela cidade para conhecer e depois ir na praia.

Mérida - Maracaibo 455 km
Maracaibo - Cartagena/Colombia 705 Km

Total 9078 Kms

14 de out. de 2010


El Salto Angel

Segundo o dono da agencia, a qual dormimos sem pagar nada, teriamos que acordar cedinho para rumar ao aeroporto para pegar o teco teco rumo ao parque Canaima. Assim o fizemos porem o piloto do nosso teco teco, um gordao de 200 kgs chegou somente as 08:30, assim saimos atrasados. Após 1:30 de voo juntamente com o gordao, dois passageiros mais e um banco do aviao lotado de coves e massas, aterrizamos perto das 10:00, fomos correndo pegar a tal de curiara (um barco de madeira do indios com motor do popa Yamanha, hehehehe. Deu tudo errado, nao conseguimos pegar nossa excursáo que estava rio acima e voltamos para o acampamento, e tivemos que fazer o pacote completo de 3 dias de 2 noites. Mas tudo legal fomos recompensados no primeiro dia com lagoa e cachoeira, indescitiveis, a qual pode-se passar por baixo da mesma entre as pedras e tomar banho. No outro dia cedinho comeca a jornada para o salto angel. Pega-se uma curiara as 07:00, viaja rio acima por 4:00 horas chega no acampamento base e depois mais 1:00 de caminhada mato a dentro e para cima. Mas quando depare-se com o salto o negocio é maginifico. Ele esta em um macico de 700 km quadrados e a queda tem 970 mts ate chegar nas pedras a baixo e dai formar outra cascata. Apos sobe-se mais uns 20 mimutos e pode tomar banho no poco dessa cascata. Sensacional. Perto de escurecer desce tudo e dorme de rede no acampamento. Na manha seguinte o mesmo procedimento de volta. Por fim chegamos de volta a Ciudad bolivar dia 14 as 15:00 horas, pegamos as motocas e metemos um pau para adiantar caminho em direcao a Merida. Rodamos uns 250 km e dormimos em uma cidadezinha pequena no caminho. Na manha seguinte prontos para  jornada grande do dia, partimos, com estradas ruins para caramba, estreitas e sem acostamentos e mato de 3 mts de altura do lado, e movimento de caminhoes de apá. Esta estrada corta o país de leste a oeste juntamente com uma outra que esta paralela porem pela costa, somente estas duas estradas para toda essa imensidao. Mas as surpresas estavem por vir. O calor nos acompanhava sempre e por volta das 10:00 da manha o que ocorre? Mais uma emenda da corrente vai para o pau, a terceira vez, mas ja estamos fera no processo inteiro de arruma oficina, busca peca e assim vai, nos consumiu somente 2:30 todo o processo, nosso tempo recorde de conscerto junto ao Rally, hehehehehe. As 12:30 pau nas magrelas novamente, o GPS nao esta ajudando, nao mostra nada, e como nao estamos acostumados com nossos livros de bordo e sim somente com manutencao, em um determinado trecho erramos uma saida e nos custos 160 km de percurso errado. Mas o bom que nesse país do Chapolin Colorado, é oito ou oitenta, as estradas ou sao podres ou sao auto pistas novas, e no fim da tarde fomos comtemplados por uma dessas a qual fez render um pouco a viagem e acabamos posando no lugarejo chamado Ospino. Cedinho novamente e ja estavamos em Barinas pegando a estrada para subir o portal do Andes em direcáo a Mérida. Paisagem espetacular, fomos a 3830 mts, visitamos o pico Aguila e o Pico em Honor al Condor, cerca das 11:00 chegamos em Mérida, bonita esta a 1380 mts e por assim é cidade dos Andes, clima legal, arrumada para os turistas, porem o Teleférico o mais alto e grande em extensao do Mundo esta desativado a 1 ano e meio por o Chapolin pegou para ele, mandou a empresa alema embora e esta reformando, mas nem sinal de reforma e segundo os moradores o negocio vai demorar anos e anos.

Ciudad Bolivar - Mérida 1338 kms

Total 7918 kms

9 de out. de 2010


LA GRAN SABANA

A estada em Santa Helena de Uiaren foi providencial, esta escurecendo muito cedo tipo 17 horas. Nos hospedamos num hotel de um maluco por motos tambem. O cara tem uma GS 1200 e ja rodou por quase tudo. A ultima foi uma idinha no Canada e volta que durou 6 meses. Despertamos cedinho para poder chegar a Ciudad Bolivar sem problemas e ainda com algum tempo livre para poder se hospedar e poder achar a agencia de turismo para contratar o passeio para o Salto Angel. A viagem pela Gran Sabana é espetacular, fizemos ela cedinho da manha no seu percuro todo que deve ter uns 200 km, curtindo toda a beleza dessa regiao que tem milhoes de anos e esta intocada. Porem depois de curtimos esta beleza que esta numa chapadao a 1150 mts, baixa a quase nivel do mar, e entra numa regiao perigosa, pelo fato de que é uma regiao de muita extracao de ouro e outros minérios. Mas com a mistura explosiva de : estradas tapete  mais gasolina a R$ 0.05 o litro mais ausencia de policia rodoviária e por fim 160 KM no GPS resultou perto do meio dia em mais uma quebra de emenda de corrente da XT do Rafaelo. ( a segunda já hehehehe). E como para ajudar a corrente se enrola no pinhao tipo cobra, nao tem quem tire sem sacar o pinhao. Isso tudo depois de ter uns 500 KM ja rodados e perto das 12 horas. O mesmo processo, encosta numa sombra tira bagagem. Mas o bom é que so tem essa estrada para subir e os cara aqui tem camionetas a dar para os porcos. Nem passou 10 minutos atacamos uma e para já o cara parou, puchamos os estiques, moto na carroceria e pau na camioneta, a motoca na carroceria e Rafaelo embarcado com vento no rosto tipo cego quando compra moto, e manda a mulher colocar no reboque e puchar a motoca com ele em cima (heheheheh) e Joao seguindo atras. 15 km de reboque e chegamos em Upata. Descarregamos a bicha numa mescla de faz tudo. Conserta motos, motoserra, maquinas de cortas grama, de tudo e ainda mais é revendedor oficial das marcas (heheheheheheeh). Encontramos uma corrente DID de competicao e olhamos e vai ser essa mesmo. Mas os cara aqui so vendem e nao montam heheheheh. Colocamos a mao e por fim tudo pronto mais uma vez e pau nas magrelas (se passou umas 3 horas todo o processo). Chegamos na boca da noite em Ciudad Bolivar. Tiramos o dia de descanco e para contratar o passeio, tudo pronto para amanha cedo pegar um teco teco e se meter na Gran Sabana e ir de barco para conhecer o salto Angel. Aproveitamos tambem para colocar um pneu traseiro novo na XT do Rafa. (Mas igual processo, os cara so vendem. Nos tiramos a roda, pega taxi leva para montar, tras e coloca, heheheheh, e a marca do pneu ROMA esperamos que faca uns 5.000 kms). Mas isso tudo é o espirito da aventura e meter a mao na massa.   

Santa Helena de Uiaren _ Ciudad Bolivar : 722 Kms

Total: 6580 Kms

7 de out. de 2010


RESERVAS Y EL CHAPOLIN COLORADO

Acabamos saindo de Manaus as 14:00 horas, devido a problemas que nao foram resolvidos na motoca do Joao e a mesma nos foi entregue pela concessionaria somente as 11:00. Filamos mais um almoco free na casa da Valeria (muito obrigado valeria pela estadia e pelas boias free), e nos pilchamos de motoqueiros e pau nas XT em direcao a Boa Vista-RR. Os primeiros 120 Km ainda dentro do estado do Amazonas esta com a estrada zeradinha, porem a hora que comeca a Reserva dos indios Waimirin Artrori, a coisa fica feia. Eles nao permitem arrumarem a estrada, nem tirar fotos, nem parar nem nada. Mas de burros nao tem nada. Dentro da reserva deles que tem uma extensao de 125 km de estrada, os malando tem uma mega reserva de minerios, que e explorada por uma empresa do Peru, e os cara pagam R$ 140.000.00 por mes para os indios. (burros né). Por estarmos na linha do equador, o sol nasce as 06:00 e se poem as 18:00 certas 12 horas de luminosidade. Conseguimos fazer uns 338 km nesse dia. A estrada muito braba e resolvemos acampar logo após a reserva num posto de combustivel, na vila Jundiá já em Roraima. Postinho da BR no meio do nada, mas bom banho, cerveja e janta. Hoje pela manha acordamos cedinho e pau nas magrelas para tentar cruzar para Venezuela. Paisagem bonita, pois o estado de Roraima a estrada tem 700 Km desde o Amazonas até a fronteira, e destes 400 km sao reservas indigenas intocadas. Chegamos em Pacaraima, fronteira as 13:00 horas e dai comecou o lista de papeis para entrar no país do Chapolin Colorado. Sao eles, xerox do passaporte, da carteira motorista, documento moto, um seguro que tem que pagar na proxima cidade a 20 km e depois voltar, e mais uma autorizacao detran para entrar na Venezuela. Bom isso nos comeu exata toda a tarde, heheheheheh (Chaves, Chaves, Chaves). E isso aliado a lerdeza do pessoal da Aduana, saimos exatos 17:50, já escuro, e nos hospedamos em Santa Helena de Uiaren, Venezuela. Mas agora que estamos quentes aqui nesse país a coisa ficou boa, o cambio negro do dolar esta valendo 7.5 por 1.00 dolar, ta uma belezura. Hotel estamos pagando R$ 14.00, tipo 3 estrelas, hehehehehe. Gasolina como ja sabem é de graca. Amanha cedo saimos para Ciudad Bolivar, para tentar chegar na meia tarde e ir tentar contratar o Passeio para o Salto Angel.
Andancas Manaus 106 km
Manaus-AM  / Vila Jundiá-RR 338 KM
Vila Jundiá-RR / Santa Helena de Uiaren-Venezuela 740 KM
Total 5858 Km

5 de out. de 2010


ENGOLIDOS PELA FLORESTA

Pois é galera, até então a viagem esta sendo somente de aventura e estilo rally. Nesse sentido a saída de Vilhena/RO (portal da Amazônia), foi cedinho mais uma vez, o pessoal ja esta adaptado a acordar cedo e dormir cedo, (heheheh), O destino seria Humaitá/AM, e assim foi realizado, porém com vários imprevistos no caminho. O calor já esta sendo quase insuportável, esta época aqui na Amazônia é o calor mais intenso antes das chuvas que ainda não chegaram. A paisagem é somente floresta, as vezes desmatadas para umas plantações de vaca e as vezes não. Passamos por Porto Velho perto das 14:00 horas, para fazer a travessia do Rio Madeira de Balsa e enfim começar a desbravar um dos caminhos mais dificeis desse Tour pela América do Sul. (A problemática BR 319, com floresta fechada, onça, nativos e todos os mitos que aqui falam). De Porto Velho até a cidade de Humaitá, são 200 Km com um asfalto zero KM, porém a 10 Km da chegada na cidade a XT do Rafaelo já pediu reparos, (a relação 0 Km da VAZ, estourou a corrente. Obrigado VAZ por uma relação tão boa). A bicha se enrolou no pinhão tipo cobra, fazendo jus a estarmos na floresta amazônica. Não consguimos desenrolar para colocar outra, providenciamos resgate e acabamos em uma borracharia. Como esta etapa era de Maratona do Rally, que não pode ter auxilio de equipe mecância, fizemos os reparos ali, mesmo, corrente original reserva com uma emenda improvisada arrochada a marreta. serviço pronto hotel as 23:00 para um curto descanço. Manha seguinte a pior etapa estaria por vir, Humaitá/AM - Manau/AM. Mal dormimos e as 05:00 levantamos arrumamos tudo e fomos para o posto, enche tanques 15 litros, mais 10 nos camburões patrocinados pela Veterinária Rebelato, e mais dois litrões de PET. As bichas pareciam motos bomba de tanta gasolina embarcada. Largamos na difamada estrada as 06:30 e logo nos primeiros 70 Km uma chuva tropical nos acompanhava para melhorar mais ainda a situação. A estrada é um misto de asfalto com crateras, com tabatinga, com morros com restos de asfalto enfim, o negócio é bruto. Desenvolvemos bem até o meio dia quando já tinhamos uns 250 km rodados, e um tombo para cada lado, XT do Rafaelo na tabatinga molhada e XT do João nos Buracos no seco, levanta as magrelas e pau nelas. Até que por volta das 13:00 deparamos com uma ponte em condições zero de trafegabilidade, pega prancha daqui, dali, arruma aqui, sol de 40 graus, e vamos tentar, começamos a passar a XT do Rafaelo empurrada sem estar em cima, na saida da ponte o João despencou para dentro dela e largou a motoca em cima do Rafa e caiu tudo, João dentro da ponte, moto em cima das pranchas e Rafaelo para o lado esquerdo. Nada de danos fisicos e materias, porem o estado fisico dos pilotos estava precário pelo forte calor. tira a bagagem da moto, e toda força do mundo levantamos a bicha e terminamos a travessia, já fadigados pelo calor e já sem água. Todo o mesmo processo com a outra XT, porém essa não derrubamos, mas consumiu o que restava de forças. deitamos no meio das arvores na sombra e ficamos 30 minutos tentando respirar. Retomamos o percurso e mais uns 30 km encontramos uma familia acampada ao lado de um rio, paramos nos abastecemos de água e entramos no rio de roupa e tudo. Seguimos no trecho dentro da floresta, nada de índios, onças e mitos, (hehehehehe), alguns nativos com casas de palha e espingardas para caçar. Conseguimos chegar na primeira balsa depois de 440 km as 18:00 horas, com chuvas, sol, buracos, saltos, de tudo que tem direito. Porém, não foi possível atravessar pois já estava encerradas as travessias. Acampamos na tenda de reunião da comunidade do Rio Guapuaçu. Jantamos um Tucunaré fresquinho da casa de um nativo, o dono da balsa. Manha seguinte (segunda feira), feita a travessia as 07:00 pau nas magrelas ainda restavam 140 km para chegar em Carreiro onde teriamos posto de combustivel. nesse trajeto, mais precariedades, porem sem tombos. Mais uma travessia e a 5 km da cidade A XT do Rafa pane seca, a do joão que vinha mais para tras que teria mais 2 litros de combustivel a 25 km tambem pane seca. A floresta queria a todo pano engolir os Trairões. Abandona a motoca pega carona, vai ate o posto volta, abastece, volta mais 25 km socorre o joão e segue caminho. Enfim, as 12:00 chegamos em Carreiro/AM, abastece as motocas e mais 120 km de asfalto até o outro lado da margem do Rio Amazonas para fazer a travessia de balsa para Manaus. Pegamos a balsa e chegamos em Manaus as 15:00, rumamos para uma agência Yamanha, para reparos nas magrelas, por que a floresta foi cruel com as mesmas. Troca óleo, vela, estica corrente, tira um pouco da tabatinga, e na saida as 18:00 para encontrar a casa da nossa anfitriã, (prima do João), constatamos que a XT do joão quebrou a rabeta. Deixa a bicha na agência para soldar e pega hoje a tardinha. Nesse interim, conhecendo Manaus, a bordo de uma só das XT e amanha cedo rumamos para Boa Vista/RR.
Vilhena/RO - Humaitá/AM  922 km
Humaitá/AM - Manaus/AM 680 km
Total 4674 Km

1 de out. de 2010


O ENCONTRO


Ao amanhecer de quinta feira, o despertador tocou as 07:00 e pé na estrada rumo a cidade de Jaciara/MT. As coordenadas do ponto de encontro eram cidade de Jaciara/MT após ao meio dia, no posto de combustivel do lado esquerdo de quem vem de Rondonópolis. (não tem errada, heheheh). Assim sendo meti a mão no bucho da XTezona e a loca parecia aquelas maquinas de comer asfalto, o trajeto entre Itarumã/GO e Jaciara/MT é todo feito pela BR 364, muito utilizada pela galera que transporta mercadorias de Cuiabá para São Paulo, então consequentemente esta em reforma por eles destruirem a estrada como tantas outras que temos por ai. Para minha surpresa rolou ate uns desvios de estradas de chão e com barro, heheheheh, a bicha vai que é um tanque de guerra, mas igual tem que cuidar senão rola um daiane dos santos. A paisagem é aquela de sempre, lavouras e mais lavouras tudo seco esperando chuva para plantarem. Cheguei em Jaciara as 14:00 um calor dos infernos, posicionei a motoca na entrada do posto para o João enchergar bem e tirei tudo as roupas e meti uma gelada, duas geladas, tres geladas, cochilos, mais cochilos e o João por fim apareceu exatos 17:50. Nos instalamos no mesmo hotel da viagem para Venezuela, sem ar condicinondo, que depois combinamos que não tem como não ter mais hehehehe, colocamos o papo em dia combinamos uma estratégia de viagem para o outro dia e por ai foi. No despertar das 06:00, agora estamos uma hora a menos de Brasília, metemos um café dos bão, e  com as motocas já abastecidas rumamos a Cuiabá, o combinado era que não podia baixar de 120 Km e manter uns 130 Km, e que não pode ficar atras dos carros e nem caminhão, tem que meter até nas duplas, só não vale ultrapassar pelo acostamento direito, heheheheh. Assim sendo as duas irmãs se olharam na estrada e ficaram enlokiçadas, hehehehe. Viraram duas maquinas de comer asfalto, e assim o percorrido do dia entre sol de assar o nego, fritar não por que faltou o óleo, duas pancadas de chuva, nas quais coloca roupa de chuva e tira roupa de chuva, chegamos na cidade de Vilhena/RO, por volta das 16:00 e aqui nos hospedamos. 
Itarumã/GO - Jaciara/MT - 610 Km 
Jaciara/MT - Vilhena/RO - 937 Km

Total 3072 Km

29 de set. de 2010

FOI DADA A LARGADA

Domingo de manha cedinho, uma das XT largou em direçao ao Goias. Como já é de praxe dos Trairoes, chegarem das viagens separados, nessa alem de chegar separados, saímos separados, hehehehe. Nesse novo estilo de se encontrar durante a Viagem, como falei, sai no domingo cedinho com a XT full de carga, depois de viajar quase o dia inteiro, meio com vento, frio, e chuva depois do meio dia acabei por dormir perto de Maringá. Na manha seguinte de segunda, ai sim, acordei cedo e o pau pegou na chuva o dia inteiro, rasgado todo o Sao Paulo. A motoca XT, é da brutas mesmo, na chuva carregada a 140 km e nem reclama. Porem ela náo aceita perfumarias instaladas nela. E essa minha o antigo dono instalou um alarme Positron, e agora descobri para que serve. Para dar pane eletrica depois que molha e deixar o cara empenhado na estrada. E foi o que aconteceu, logo após o meio dia essa bosta de 5 em 5 minutos acionava sozinha e eu desligava no controle, mas isso era um aviso da motoca XT, dizendo: desconecta essa coisa de mim, por que senáo eu vou te deixar empenhado, hehehehe. Lá pela sexta vez de fato ocorreu, a merda ligou buzina, piscas e desligou a injecao e eu fiquei empenhado na chuva no acostamento. Nao tirei nem o capacete, desarmei toda a bagagem, abri o banco da motoca, peguei um canivete do nosso amigo Gabriel e cortei tudo os fios que encontrei, hehehehe, náo que resolveu. Montei toda a tralha e dai sim,,,,,,meti 150 km na chuva para recuperar, e ela queria mais,,,,mas tambem ficou bebada, fazendo uns 15 eu acho. Mas no fim tudo tranquilo e cheguei em Itaruma/Goias, para ficar esses dois dias hospedado na casa da minha irma, para quinta feira cedo sair em direçao a Jaciara/MT onde provavelmente vamos nos econtrar eu e o Joao, para dai sim dar seguimento ao tour pela America do sul.
1525 Km
29/09/2010

16 de set. de 2010

TOUR AMÉRICA DO SUL

Confimada saída para dia 26/09, porém devido a seca na amazônia o sentido da viagem será invertido. Sairemos cortanto o Brasil em direção a Venezuela, justamente para poder atravessar a selva amazonica pela BR 319, visto que esta bastante seco por lá e a estrada é precária e teriamos problemas em seguir por ela na região das chuvas, que segundo os metereologistas vai começar na segunda quinzena de outubro.

8 de set. de 2010

Projeto Trairões do Asfalto
Tour América do Sul

Saída Proposta: 26 de Setembro de 2010
Países a Percorrer: Brasil, Bolívia, Peru, Equador, Colômbia, Venezuela.

Motos a serem Utilizadas:
Yamaha XT 660R/2010
Yamaha XT 660R/2006

Roteiro Proposto:
Cruz Alta -  Corumbá
Corumbá -  Santa Cruz de La Sierra  (estrada trem da morte)
Santa Cruz de La -  Cochabamba
Cochabamba - Caracollo
Caracollo -  La Paz
La Paz -  Coroico - La Paz (estrada da morte descer)
La Paz -  Puno
Puno - Cusco
Cusco - Puquio
Puquio - Nazca (sobre voo linhas de nazca)
Nazca  - San Antonio
San Antonio - Huaraz (subir a cordilhera branca e negra)
Huaraz - Trujillo
Trujillo - Macará (ruinas incas)
Macará  - Azogues
Azogues - Quito ( linha do ecuador e circuito vulcões)
Quito - Pasto
Pasto - Medellin (circuito do café)
Medellín  - Cartagena (banho no caribe)
Cartagena - Paraguachon
Paraguachon  - Mérida (teleférico)
Mérida - Puerto La Cruz
Puerto La Cruz -  Ciudad Bolivar (tour para visitar Salto Angel na grande Savana)
Ciudad Bolívar  - Boa Vista
Boa Vista -  Manaus
Manaus  - Porto Velho  (ir pela BR 319)
Porto Velho  - Vilhena
Vilhena  - Cuiabá
Cuiabá  - Campo Grande
Campo Grande  - Cruz Alta

16922  / 44 dias

26 de ago. de 2010


TRAIRÕES DO ASFALTO

RALLY DOS SERTÕES 2010

08/08/2010


Com o GPS indicando o caminho para Goiânia, partimos em direção ao Rally dos Sertões, as 15hs, com temperatura ambiente fria. O seis cilindros Scania e mais o pé de Rafaelo, logo deixamos o Rio Grande do Sul e Santa Catarina para traz. Jantamos no estado do Paraná. O possante dos Trairões é valente, não reclama nunca, atravessou a madrugada e no amanhecer já estávamos com grande quilometragem no estado de São Paulo. Onde deu início a grandes retas que rasgavam o país no meio; No estado de Goiás, iniciou o serrado e o calor sufocante com umidade em torno de 10%, com uma secura em tom amarelada generalizada, A noite estacionamos o possante em um posto de combustível próximo ao Shooping Flanboyant de Goiás. Acordamos cedo, tomamos mate e café na cozinha do possante, aos poucos os amigos foram acordando. As 17hs nos reunimos para ir ver a competição nesta linda arena com telão, som e posição privilegiada, por Rafaelo ter escolhido a arquibancada 2. Pela manhã havíamos passeado entre carros, motos e caminhões; eu estava junto da companhia de Rafaelo onde nos orientava entre os pilotos quem acelerava forte, quem andava no Dakar. Quando anoiteceu estávamos, os nove amigos e mais a irmã do Rafaelo, a doutora Jibse, que também adora competições e já havia junto com nós, em outra oportunidade participado da abertura do Dakar em Buenos Aires – Argentina. Próximo das 22hs eu e mais alguns abandonamos a competição e fomos ao possante preparar um grande churrasco. Por volta das 3:30hs da madrugada o possante foi conduzido por Chico a cidade de Hidrolândia, com mapa/GPS e dois navegadores e a essencial planilha da prova, conseguida com dificuldade. Rodávamos quilômetro a quilômetro, metro a metro, entre mata burros e porteiras, estrada precária e desvios onde um motorista sem espírito de rally não perseguiria; nosso piloto do possante foi severamente vigiado pelo motivo de ter bebido além da conta; ao tentar olhar para o lado, era severamente repreendido. Seguimos por trinta quilômetros por este caminho que não podia ser chamado de estrada. Chegamos em um local onde podemos estacionar e poder observar o rally em sua primeira etapa. Alguns acordaram, outros não dormiram, no meio do serrado tomamos mate, café e alguns iniciaram na cerveja e como na noite anterior muitos fogos e rojões para marcarmos presença. Motos rasgavam o sertão provocando uma sensação incrível ao avistar na grande reta e próximo a nós uma forte freada para dobrar a direita e prosseguir em uma reta em declive com saltos até chegarem em um mato produzindo um forte barulho pelo ronco de seus motores. Na seqüência foram os quadricíclos, carros e camionetas onde estava bem na frente da curva “protegido” pelo pequeno palanque de um mata burro. Retornamos a Hidrolândia quando foi liberada a estrada e foi decidido seguirmos viagem para Unaí – MG; passando pelo Distrito Federal, pela periferia de Brasília. Passamos por imensas plantações de cebola, tudo irrigado e com várias empresas deste setor. Encontramos vilas com casas precárias em meio a uma poeira infernal; longas retas nos levava cada vez mais próximos a Unaí. O possante foi estacionado em um posto no centro da cidade; onde tomamos banho e fizemos um assado de galeto; Acordamos e com um desjejum com doce de leite, bolachas, Nescau, mate e café, iniciaram a manhã. Mas as 9hs iniciou os trabalhos hidráulicos e dele cerveja; assim foi até o meio dia e neste intervalo, Eu havia passado do ponto e antes de fazer fiasco parei com a parte hidráulica. Fomos comer uma comida mineira por sinal deliciosa. Por volta das 14hs fomos ao parque de exposições de Unaí, esperar a chegada dos veículos. Diferente do Dakar, pudemos falar com os pilotos e sentir o calor de suas máquinas, algumas avariadas pela dureza das estradas do sertão; pilotos cansados e jogados ao chão e muitos veículos recebiam cuidados pela equipe de manutenção.Sempre na companhia de Rafaelo nos explicava quem era e quais eram os melhores do rally. Nos chamando atenção em um ou outro detalhe das equipes.Saímos do parque para irmos ao posto tomar banho e prosseguir caminho para a próxima etapa do rally. Novamente são uns 30 quilômetros do centro de Unaí; por estrada de terra onde vamos novamente acampar para observar as máquinas e pilotos desbravando em alta velocidade o serrado. Novamente com a planilha dos pilotos e Rafaelo conduzindo o possante dos Trairões, agora com dois navegadores; rodávamos por onde o rally cruzaria. Se a estrada do dia anterior era precária, esta após um mata burro, virou um caminho de roça e o bicho pegou de verdade. Neste momento, sim, sentimos o verdadeiro gosto do rally. No meio da escuridão e mata fechada, o possante dos Trairões com seu piloto indomável, prosseguia neste caminho. Na cabine tínhamos a luz da lanterna para ler a planilha e lá fora o desconhecido. Chegamos em um ponto de bifurcação, que na frente somente um trator de esteira poderia cruzar. Nos restava o desvio a direita em curva e com forte elevação. Qualquer outro ônibus ou motorista, desistiria tendo de ser resgatado por um trator. Bule desceu para observar a estrada e balançava a cabeça falando, impossível passar. Nosso possante, roncava em meio a escuridão; Rafaelo como um piloto de moto que se integra a estrutura da máquina o fez com o possante: “dá, vô mete”. Mesmo com a roda dianteira esquerda, sujeita pelo peso desbarrancar e tombar o veículo; juntamente com o barranco do lado direito pressionando a lateral; Rafaelo fez estremecer o serrado e conseguindo ultrapassar este impossível obstáculo. Não saímos ilesos, espinhos e galhos rasgaram a pintura, como garras de um animal selvagem em uma feroz luta pela sobrevivência; foi avariado um bagageiro pelo confronto com o barranco; gemendo e gritando o possante foi carinhosamente manobrado por Rafaelo até um ponto onde havia uma porteira e uma espécie de sede de uma fazenda. Estacionamos o possante e ligamos o gerador e colocamos fogo na churrasqueira onde o Chico se encarregava de assar e Isaias de fazer uma macarronada; logicamente soltamos varias bombinhas para novamente festejarmos o rally e a conquista de estarmos no rally. Quando amanheceu verificamos nossa posição e resolvemos trocar de acampamento, onde após uma curva de noventa graus, nós teríamos o resto da estrada desbloqueada. O calor e a poeira do serrado penetrava até a alma; em meio a tudo isto escutamos pelo radio da equipe que um piloto havia acidentado de moto e quebrado a clavícula. Mais tarde passou uma camionete com o piloto deitado em uma maca na caçamba da camionete. Em outro momento um quadricículo não venceu a curva, indo de encontro ao barranco; onde a galera, após auxiliá-lo gritava: - “dele pau, acelera louco e muitas risadas. Despedimos do rally um pouco antecipados e partimos para Unaí, onde almoçamos, tomamos banho e foi confirmado que possivelmente encontraríamos o parabrisa que quebrou em Brasília. Rafaelo Marchioro pilotando o possante dos Trairões do Asfalto rasgava a grande avenida central de Brasília e sem o pára-brisa onde vários integrantes tiravam foto sem nem uma distorção ou sujeira, era clic e flaches para todos os lados o possante desfilava de cabeça erguida, por ter sobrevivido a dureza que enfrentara nos sertões; estávamos no coração do Distrito Federal, passamos pela ponte do lago Paranoá, centro político, congresso e catedral, ministérios e por último o monumento a JK. Nesta postura altiva; passamos por um imenso mastro e ao alto tremulava a gigante bandeira de nosso país, compatível por seu território continental, assim a máquina mais pesada dos Trairões do Asfalto, motorizada por motor Scania de seis canecos e turbinado, marchava com toda a sua cavalaria, deixando pouco a pouco Brasília para trás. Com um golpe de sorte, Rafaelo mesmo tendo de fazer duzentos quilômetros conseguimos o pára-brisa que foi quebrado. Aproveitamos enquanto faziam o reparo para limpar e organizar nosso possante. Novamente estamos na estrada no sentido para Goiânia, aproximadamente uns cem quilômetros de Goiânia, estacionamos o possante e jantamos. Pela manhã seguimos ao resort de Rio Quente. Fizemos um pacote na entrada do parque com direito a refeição e tudo mais. Nos guiava e explicava como tudo funcionava, por já ter visitado anteriormente. Na hora de irmos embora uma grande fila, mas andava rápido por ter vários caixas, nos despedimos deste encantador lugar. A luta diária era tentar dormir rápido ao deitar, pela conseqüência da sinfonia de roncos. No restante do percurso, continuamos com a mesma alegria e harmonia; e conseqüentemente estávamos indo em direção ao sul e rumo ao frio, nos confirmava que estava certo o caminho. Em fim chegamos em nossas casas e nossas bagagens estavam repletas de experiências, vivencia, emoções e o privilegio de poder estar entre amigos tão especiais, prontos para servir e ajudar. Tenho certeza que o ano que vem algum de nós estará acelerando no Rally dos Sertões.

João Guilherme

20 de jul. de 2010

EM 19 DE JULHO DE 2009

A exato um ano atrás, foi dada a largada da mais louka jornada de motos enfrentada por integrantes dos trairões do Asfalto. Digo a mais louka pelo fato de percorrer as três Américas, contrairando todos os estilos de viagens para tal destino, " USA". O porque fala-se contrariando, por razões tais como, ir e voltar de moto, tempo de viagem, e sobre tudo as motos, rsrsrsrsrsr, Duas lander 250cc de deixar as bundas quadradas e uma Falcon NX4 com 100.000 Kms. Mas para quem acompanhou toda a viagem pelo site, pode ver que a viagem foi uma legitima aventura para os integrantes e para os que acompanhavam. O que nos deixa contente e felizes, é que apartir dessa viagem maluca e outras menores feitas por vários integrantes. O nosso meio motociclistico, foi infectado pelo Aedis Motociclisty e o pessoal tomou de vez o gosto de viajar em suas motocas, seja qual for o destino. Ali em Pejuçara/ibirubá/Salto do Jacuí, ou Ushuaia, Indianápolis.


Uma Grande Abraço a todo a Galera que curte essa vida louca do mundo das motocas.